Autora: Florence Dupont

Tradutores: Joseane Prezotto; Marcelo Bourscheid; Rodrigo Tadeu Gonçalves; Roosevelt Rocha; Sergio Maciel

 

224 p. | 16x23cm | polén soft

 

Segundo seus leitores modernos, a Poética de Aristóteles teria nos transmitido a verdade desse “milagre”, a tragédia grega, que os europeus transformaram em modelo universal do teatro. Aristóteles é, assim, desde o século XVII, o álibi para um teatro do texto, isolado das outras artes do espetáculo, sem dança, sem música, sem canto. O fiador de um teatro em ruptura com as tradições teatrais do resto do mundo, sejam os teatros indianos, chineses, balineses, japoneses ou persas, sejam os espetáculos ritualísticos que encontramos no Magreb, na África ou na América – todos lançados para as margens.

Tal é a arrogância da cultura europeia, que se afirma origem e modelo. Para reforçar suas pretensões, ela construiu uma grande narrativa do teatro, de Aristóteles a Brecht e seus discípulos. 

É essa grande narrativa que este livro tenta desconstruir ao mostrar que os teatros antigos, grego e romano, não foram aristotélicos, e que Aristóteles não descreveu, na Poética, as práticas da tragédia ateniense, mas a reduziu a seu texto, ignorando sistematicamente que se tratava de um ritual musical organizado a partir de um coro de luto.

 

Resenha crítica por Edelcio Mostaço:  http://www.revistas.udesc.br/index.php/urdimento/article/view/16081/10940?fbclid=IwAR3Hk25atYPrx5gp82ffPdFSIRvCXjCgd9CS-o9D1dUEmRzQb5EfnmELQ1U

Aristóteles ou o vampiro do teatro ocidental

R$40.00Preço